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Staphylococcose e Strepcoccose

Staphylococcose
Agente causador: Staphylococcus aureus

Característica do agente: bactéria Gram positiva Aves afetadas: canários que se encontram estressadas por erros de manejo, que estão mantidos em situação de superpopulação, aves debilitadas, desnutridas e etc. Acomete todas as espécies de aves em todas as idades.
Transmissão:

Causa primária: soluções de continuidade da pele (feridas, arranhões, rachaduras de calos, picadas de insetos, ferimentos por acidentes na gaiola, ou por brigas, etc.).

Causa secundária: Bactéria encontrada normalmente na pele das aves, provocando quadro infeccioso quando ocorre queda de resistência.

Outras fontes de transmissão: Alimentos e água contaminados; Aves silvestres; roedores; bactéria da pele humana podem introduzi-la em locais que ela não esteja presente.

Sintomas: Os sintomas aparecem na dependência da localização das lesões. Nas extremidades dos dedos e nas articulações freqüentemente afetadas as aves apresentam sensibilidade localizada, dificuldade de locomoção, dificuldade de apoio nos poleiros, levantam o pé mais afetado. Nódulos nas extremidades dos dedos contendo secreção purulenta geralmente de consistência espessa, queda fácil das unhas. Coxins plantares apresentam espessamento de pele, formação de calo, coloração avermelhada, e aumento de tamanho, calor, inchaço progressivo e formação de secreção de coloração amarelada e endurecida em casos de cronificação. Esta bactéria provoca necrose de extremidades e perda dos dedos afetados. Inchaço das articulações das patas, principalmente da Articulação tibio-metatarsiana. As aves tornam-se sonolentas, abatidas e ficam com penas arrepiadas. Quando a infecção adquire característica sistêmica, atinge diversos órgãos, sendo o mais freqüentemente afetado, o fígado. Geralmente a evolução é prolongada, estendendo-se até por 2 meses, havendo o risco de disseminação da doença a partir desta ave afetada, se ela não estiver separada das demais. Podemos encontrar morte embrionária em ovos manipulados por tratadores sem uso de equipamento limpo. O Staphylococcus das mãos do homem atravessam os poros da casca dos ovos, infectando os embriões, e causando lesões e morte nestes.

Lesões: Abscessos principalmente de extremidades dos dedos, artrites (inflamação de articulações), sinovites (inflamação da cápsula que envolve a articulação), tendinites (inflamação de tendões), septicemia estafilocócica (infecção generalizada e colapso geral). O fígado afetado apresenta congestão, aumento de volume, consistência friável e focos de necrose.

Diagnóstico: Isolamento da bactéria em meios de cultura a partir de material coletado dos dedos, e articulações para as formas cutâneas. Para forma sistêmica coleta-se material do sangue, do fígado e do baço. Nem todo Staphylococcus isolado é patogênico, havendo necessidade de realizar testes de patogenicidade da amostra isolada. Deve-se diferenciar de outras doenças como bouba, artrite viral, gota úrica por deposição de uratos nas articulações, e algumas doenças sistêmicas de origem bacteriana.

Prevenção e Controle: Prevenção com higiene e limpeza das instalações da criação e dos equipamentos utilizados na criação, limpeza dos poleiros e do fundo e grades das gaiolas. Impedir entrada de aves silvestres que tragam a bactéria. Utilização de luvas, pinças desinfetadas para manipulação dos ovos, realizar a limpeza dos ovoscópios, e usar suporte de ovos de fácil limpeza e higienização. Evitar sementes como apoio de ovos.

Tratamento Alopático: Utilizar antibióticos os quais a bactéria isolada seja sensível quando em exames laboratoriais. Preferir produtos desenvolvidos para aves devido aos estudos de absorção de dose específicos. Caso haja dificuldade em encontrá-los utilizar produtos veterinários ou humanos similares, e em doses adequadas. Os casos mais leves iniciam sua melhora em 2 dias, com a medicação ideal. Casos de septicemia devem ser acompanhados com alimentação forçada, hidratação com soro à cada 2 horas se for possível, e alimentos de fácil apreensão e digestão. Fazer suporte com vitaminas após o tratamento com antibióticos. A Ampicilina Veterinária tem refletido muito bem aos casos atuais, podendo apresentar resistência em casos de criadores que abusam do uso da medicação. Não se deve misturar medicações alopáticas sem saber se corre-se o risco de interferências medicamentosas.

Tratamento Homeopático: De acordo com cada caso e sua semelhança de sintomas com o medicamento, este poderá ser escolhido diferentemente para cada criação. Em geral respondem bem a Belladona, a Apis mellifica ou a Calcarea carbonica que devem ser dados na potência 6CH 5 glóbulos por litro de água associados ou alternados. Observar a medicação nas primeiras 24 horas. Casos homeopáticos devem ser seguidos de forma mais freqüente por profissional capacitado. O ideal seria partir para um controle homeopático para casos específicos de cada criação.

Streptococcose
Agente causador: Streptococcus ssp. Característica do agente: bactéria Gram positiva

Aves afetadas: Todas as espécies de aves de produção, de criação ornamental e silvestre e de todas as idades.

Transmissão: Através da via oral e via aerosol. A bactéria entra através de lesões de pele.

Sintomas: Septicemia aguda e infecções crônicas podendo causar de 5 a 50% de mortalidade. São infecções secundárias a queda de resistência por ser a bactéria parte da flora intestinal normal das aves.

Forma aguda: Ocorrem sinais relacionados a septicemia, incluindo depressão, letargia, lassitude, penas arrepiadas, diarréia, tremores leves de cabeça, palidez, redução ou mesmo cessar da postura em reprodutores. Muitas vezes, são encontradas aves silenciosas.
Forma subaguda /crônica: são observados depressão, perda de peso e tremores de cabeça. O Streptococcus intensifica a severidade de blefarites (inflamação ocular) fibrinopurulentas e conjuntivites. Pode haver endocardites. S. zooepidemicus pode causar sinais clínicos de lassitude, tecidos e penas ao redor da cabeça manchados como sangue, excrementos amarelos, inchaço e palidez.
Sintomas de mortalidade embrionária e aumento de filhotes que não conseguem bicar a casca na eclosão, podem ocorrer a partir da contaminação via ovo, ou contaminação da casca do ovo na incubação, ou mesmo penetração da casca do ovo no nascimento.

Lesões: Esplenomegalia (aumento de baço), hepatomegalia (aumento de fígado) com ou sem formações de necrose do tipo miliar (grãos de coloração branca), aumento de rins e congestão de tecidos subcutâneos, presença de fluido sanguinolento no subcutâneo e no saco pericárdico. Onfalite (inflamação de umbigo) são observadas em jovens contaminados no nascimento.
Lesões crônicas: artrite fibrinosa e/ou tenossinovite, salpingite, pericardite fibrinosa, perihepatite, miocardite necrótica, endocardite valvular (lesão vegetativa como couve flor na válvula cardíaca, de coloração amarela ou branca), principalmente a válvula Mitral.
A endocardite causa:aumento, palidez e flacidez do coração; áreas pálidas a hemorrágicas no miocárdio, Enfarto de fígado, baço e coração, e menos freqüente enfarto de pulmão, rins e cérebro. Diagnóstico: Isolamento da bactéria em meios de cultura. Observação dos sintomas típicos (diagnóstico epidemiológico).

Diagnóstico Diferencial: outras doenças bacterianas septicêmicas, como colibacilose, pasteurelose, erisipela, staphylococcose, etc. Prevenção e Controle: Redução do stress; prevenir doenças imunosupressoras e condições que levem a imunosupressão como tratamentos e desnutrição. Limpeza e desinfecção podem reduzir as bactérias da flora residente, diminuindo a exposição externa a estes agentes.

Tratamento Alopático: Utilizar antibióticos os quais a bactéria isolada seja sensível quando em exames laboratoriais. Preferir produtos desenvolvidos para aves devido aos estudos de absorção de dose específicos. Caso haja dificuldade em encontrá-los utilizar produtos veterinários ou humanos similares, e em doses adequadas. Os casos mais leves iniciam sua melhora em 2 dias, com a medicação ideal. Casos de septicemia devem ser acompanhados com alimentação forçada, hidratação com soro à cada 2 horas se for possível, e alimentos de fácil apreensão e digestão. Fazer suporte com vitaminas após o tratamento com antibióticos. A Ampicilina Veterinária tem refletido muito bem aos casos atuais, podendo apresentar resistência em casos de criadores que abusam do uso da medicação. Não se deve misturar medicações alopáticas sem saber se corre-se o risco de interferências medicamentosas. O Baytril tem apresentado boa atuação.

Tratamento Homeopático: De acordo com cada caso e sua semelhança de sintomas com o medicamento, este poderá ser escolhido diferentemente para cada criação. Em geral casos de inflamação articulares respondem bem a Belladona, a Apis mellifica ou a Calcarea carbonica que devem ser dados na potência 6CH 5 glóbulos por litro de água associados ou alternados. Observar a medicação nas primeiras 24 horas. Em casos de septicemia alternar Pyrogenium 6CH. Casos homeopáticos devem ser seguidos de forma mais freqüente por profissional capacitado. O ideal seria partir para um controle homeopático para casos específicos de cada criação. Existe um fator muito importante a ser considerado. Estas patologias atrapalham de forma crônica a criação. Cada caso deve ser analisado de forma particular. A ação das orientações terapêuticas e de manejo devem ser rapidamente observadas pois caso contrário o criador perderá seu ano reprodutivo. O ideal seria trabalhar com controle de manejo e controle sanitário orientados de forma freqüente.

Referência Bibliográfica BENEZ, S.M. Aves: Criação Clínica Teoria e Prática. 3ª edição, Robe Editorial, São Paulo, 2001. CALNEK, B.W.; BARNES, H.J; BEARD, C.W.; REID, W.M; YODER Jr. Diseases of Poultry. 9ed. Ames: Wolfe Publising, 1991. FOWLER, M.E. Zoo & Wild Animal Medicine. 2 ed. Denver: W.B. Saunders, 1986. CALNEK, B.W. Diseases of Poultry, 9 ed., Wolfe Publishing Ltd, London, 1991. EIZAYAGA, F.X. El Moderno Repertório de Kent. Ediciones Marecel, Buenos Aires, 1991. HARRISON, G.J. & HARRISON, L.R. Clinical Avian Medicine and Surgery, including aviculture. W.B. Saunders Company, Philadelphia, 1986. LATHOUD, Matéria Médica Homeopática. Ed.Albatrós, Buenos Aires, 1989. SCHARRA, D.M.F. Doenças dos Pássaros e outras aves. Editora Cátedra, Rio de Janeiro, 1987. Aves: Saúde na Criação - Doenças, clínica, tratamento e prevenção.

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